Uma mulher chegou inesperadamente em casa e encontrou seu marido na cama com outra mulher.
Louca de raiva, ela pegou uma arma e arrastou o marido até a garagem.
Chegando lá, prendeu o pênis dele numa morsa em cima da bancada, apertou até ficar bem preso e retirou a alavanca do torno para evitar que se soltasse.
Depois foi ao armário de ferramentas, retirou um serrote e colocou-o na bancada, ao lado do marido.
O marido gritou:
- Querida, você não vai cortar meu pinto, vai?
E ela respondeu com ar irônico:
- Não,meu amor você é que vai.
Eu só vou botar fogo na garagem!
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
terça-feira, 12 de outubro de 2010
sábado, 18 de setembro de 2010
O que é sexo?
O que é sexo?
Segundo o médico, é uma doença, porque sempre termina na cama.
Segundo o advogado, é uma injustiça, porque sempre há um que fica por baixo.
Segundo o engenheiro, é uma máquina perfeita, porque é a única em que se
trabalha
deitado.
Segundo o arquiteto, é um erro de projeto, porque a área de lazer fica
muito próxima
à área de saneamento.
Segundo o político, é um ato de democracia perfeito, porque todos gozam
independentemente da posição.
Segundo o economista, é um desajuste, porque entra mais do que sai. Às
vezes, nem se
sabe o que é ativo ou passivo.
Segundo o contador, é um exercício perfeito: põe-se o bruto, faz-se o
balanço,
tira-se o bruto e fica o líquido. Podendo, na maioria dos casos, ainda gerar
dividendos.
Segundo o matemático, é uma perfeita equação, porque a mulher coloca entre
parênteses, eleva o membro à sua máxima potência, e lhe extrai o produto,
reduzindo-o à sua mínima expressão.
Segundo o psicólogo, é foda de explicar...
Segundo o médico, é uma doença, porque sempre termina na cama.
Segundo o advogado, é uma injustiça, porque sempre há um que fica por baixo.
Segundo o engenheiro, é uma máquina perfeita, porque é a única em que se
trabalha
deitado.
Segundo o arquiteto, é um erro de projeto, porque a área de lazer fica
muito próxima
à área de saneamento.
Segundo o político, é um ato de democracia perfeito, porque todos gozam
independentemente da posição.
Segundo o economista, é um desajuste, porque entra mais do que sai. Às
vezes, nem se
sabe o que é ativo ou passivo.
Segundo o contador, é um exercício perfeito: põe-se o bruto, faz-se o
balanço,
tira-se o bruto e fica o líquido. Podendo, na maioria dos casos, ainda gerar
dividendos.
Segundo o matemático, é uma perfeita equação, porque a mulher coloca entre
parênteses, eleva o membro à sua máxima potência, e lhe extrai o produto,
reduzindo-o à sua mínima expressão.
Segundo o psicólogo, é foda de explicar...
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
QUEM É O SEU AMANTE?
QUEM É O SEU AMANTE?
Dr. Jorge Bucay - PSICÓLOGO –
Tradução do original “Hay que buscarse un Amante”
Muitas pessoas têm um amante e outras gostariam de ter um. Há também as que não têm e as que tinham e perderam.
Geralmente são essas últimas as que vêem ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insônia, apatia, pessimismo, crises de choro ou as mais diversas dores.
Elas me contam que suas vidas transcorrem de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar seu tempo livre.
Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança.
Antes de me contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme: “Depressão”, além da inevitável receita do antidepressivo do momento.
Assim, após escutá-las atentamente, eu lhes digo que elas não precisam de nenhum antidepressivo. Digo-lhes que elas precisam de um AMANTE! É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem meu conselho.
Há as que pensam: “Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas?!” Há também as que, chocadas e escandalizadas, se despedem e não voltam nunca mais.
Àquelas, porém, que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico o seguinte: AMANTE é “aquilo que nos apaixona”. É o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir.
O nosso AMANTE é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida.
Às vezes encontramos o nosso amante em nosso parceiro, outras, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis. Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no esporte, no trabalho, no trabalho voluntário, na necessidade de transcender espiritualmente, na boa mesa, no viajar, no estudo ou no prazer obsessivo do passatempo predileto...
Enfim, é “alguém” ou “algo” que nos faz “namorar” a vida e nos afasta do triste destino de “ir levando”.
E o que é “ir levando”? Ir levando é ter medo de viver.
É o vigiar a forma como os outros vivem, é o se deixar dominar pela pressão, perambular por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastar-se do que é gratificante, observar decepcionado(a) cada ruga nova que o espelho mostra, é se aborrecer com o calor ou com o frio, com a umidade, com o sol ou com a chuva.
Ir levando é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo se contentar com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã.
Por favor, não se contente com “ir levando”. Procure um amante, seja também um amante e um protagonista... DA SUA VIDA!
Acredite: o trágico não é morrer. Afinal a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém.
O trágico é desistir de viver; por isso, e sem mais delongas, procure um Amante...
A psicologia, após estudar muito sobre o tema, descobriu algo Transcendental: “PARA SE ESTAR SATISFEITO, ATIVO, SENTIR-SE JOVEM E FELIZ, É PRECISO NAMORAR A VIDA."
Dr. Jorge Bucay - PSICÓLOGO –
Tradução do original “Hay que buscarse un Amante”
Muitas pessoas têm um amante e outras gostariam de ter um. Há também as que não têm e as que tinham e perderam.
Geralmente são essas últimas as que vêem ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insônia, apatia, pessimismo, crises de choro ou as mais diversas dores.
Elas me contam que suas vidas transcorrem de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar seu tempo livre.
Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança.
Antes de me contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme: “Depressão”, além da inevitável receita do antidepressivo do momento.
Assim, após escutá-las atentamente, eu lhes digo que elas não precisam de nenhum antidepressivo. Digo-lhes que elas precisam de um AMANTE! É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem meu conselho.
Há as que pensam: “Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas?!” Há também as que, chocadas e escandalizadas, se despedem e não voltam nunca mais.
Àquelas, porém, que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico o seguinte: AMANTE é “aquilo que nos apaixona”. É o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir.
O nosso AMANTE é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida.
Às vezes encontramos o nosso amante em nosso parceiro, outras, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis. Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no esporte, no trabalho, no trabalho voluntário, na necessidade de transcender espiritualmente, na boa mesa, no viajar, no estudo ou no prazer obsessivo do passatempo predileto...
Enfim, é “alguém” ou “algo” que nos faz “namorar” a vida e nos afasta do triste destino de “ir levando”.
E o que é “ir levando”? Ir levando é ter medo de viver.
É o vigiar a forma como os outros vivem, é o se deixar dominar pela pressão, perambular por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastar-se do que é gratificante, observar decepcionado(a) cada ruga nova que o espelho mostra, é se aborrecer com o calor ou com o frio, com a umidade, com o sol ou com a chuva.
Ir levando é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo se contentar com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã.
Por favor, não se contente com “ir levando”. Procure um amante, seja também um amante e um protagonista... DA SUA VIDA!
Acredite: o trágico não é morrer. Afinal a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém.
O trágico é desistir de viver; por isso, e sem mais delongas, procure um Amante...
A psicologia, após estudar muito sobre o tema, descobriu algo Transcendental: “PARA SE ESTAR SATISFEITO, ATIVO, SENTIR-SE JOVEM E FELIZ, É PRECISO NAMORAR A VIDA."
terça-feira, 7 de setembro de 2010
OS DIREITOS DO IDOSO
1-O IDOSO TEM DIREITO A VIDA.
2-O IDOSO TEM DIREITO AO RESPEITO.
3-O IDOSO TEM DIREITO AO ATENDIMENTO EM SUAS NECESSIDADES BÁSICAS.
4-O IDOSO TEM DIREITO A SAÚDE.
5-O IDOSO TEM DIREITO A EDUCAÇÃO.
6-O IDOSO TEM DIREIOT A MORADIA.
7-O IDOSO TEM DIREITO A JUSTIÇA.
8- O ISOSO TEM DIREITO AO TRANSPORTE.
9- O IDOSO TEM DIREITOP A RECREAÇÃO E DIVERÇÃO.
2-O IDOSO TEM DIREITO AO RESPEITO.
3-O IDOSO TEM DIREITO AO ATENDIMENTO EM SUAS NECESSIDADES BÁSICAS.
4-O IDOSO TEM DIREITO A SAÚDE.
5-O IDOSO TEM DIREITO A EDUCAÇÃO.
6-O IDOSO TEM DIREIOT A MORADIA.
7-O IDOSO TEM DIREITO A JUSTIÇA.
8- O ISOSO TEM DIREITO AO TRANSPORTE.
9- O IDOSO TEM DIREITOP A RECREAÇÃO E DIVERÇÃO.
OS DIREITOS DAS MULHERES ( ONU)
1-TODA MULHER TEM DIREITO A VIDA.
2- DIREITO A LIBERDADE E A SEGURANÇA PESSOAL.
3-DIREITO A IGUALDADE E A ESTAR LIVRE DE TODAS AS FORMAS DE DISCRIMINAÇÃO.
4-DIREITO A LIBERDADE DE PENSAMENTOS.
5-DIREITO A PRIVACIDADE.
6-DIREITO A SAÚDE E A PROTEÇÃO.
7-DIREITO A CONSTRUIR RELACIONAMENTO CONJUGAL E APLANEJAR FAMILIA.
8-DIREITO A INFORMAÇÃO E A EDUCAÇÃO.
9-DIREITO A DESCIDIR A TER OU NÃO FILHOS.
10-DIREITO AO BENEFICIO DO PROGRESSO CIENTIFICO.
11-DIREITO A LIBERDADE A REUNIÕES PARTIDARIA POLITICA.
12-DIREITO A NÃO SER SUBMETIDA A TORTURA E MAUS TRATOS.
2- DIREITO A LIBERDADE E A SEGURANÇA PESSOAL.
3-DIREITO A IGUALDADE E A ESTAR LIVRE DE TODAS AS FORMAS DE DISCRIMINAÇÃO.
4-DIREITO A LIBERDADE DE PENSAMENTOS.
5-DIREITO A PRIVACIDADE.
6-DIREITO A SAÚDE E A PROTEÇÃO.
7-DIREITO A CONSTRUIR RELACIONAMENTO CONJUGAL E APLANEJAR FAMILIA.
8-DIREITO A INFORMAÇÃO E A EDUCAÇÃO.
9-DIREITO A DESCIDIR A TER OU NÃO FILHOS.
10-DIREITO AO BENEFICIO DO PROGRESSO CIENTIFICO.
11-DIREITO A LIBERDADE A REUNIÕES PARTIDARIA POLITICA.
12-DIREITO A NÃO SER SUBMETIDA A TORTURA E MAUS TRATOS.
OS DIREITOS DAS CRIANÇAS
1- TODAS AS CRIANÇAS SÃO IGUAIS E TÊM OS MESMOS DIREITOSNÃO IMPORTA SUA COR,RAÇA SEXO,RELIGIÃO,ORIGEM SOCIAL OU NACIONALIDADE.2- TODA CRIANÇA DEVE SER PROTEGIDA PELA FAMILIA,PELA SOCIEDADE E PELO ESTADO PARA QUE POSSA SE DESENVOLVER FISICA E INTELECTUALMENTE.
3- TODA CRIANÇA TEM DIREITO A UM NOME E A UMA NACIONALIDADE.
4-TODA CRIANÇA TEM DIREITO A ALIMENTAÇÃO E A ATENDIMENTO MÉDICO ANTES E DEPOIS DO SEU NASCIMENTO,ESSE DIREITO TAMBÉM SE APLICA A MÃE.
5- AS CRIANÇAS PORTADORAS DE NECESSIDADES ESPECIAIS ,FISICAS OU MENTAIS ,TEM DIRETIO A EDUCAÇÃO E A CUIDADOS ESPECIAIS.
6- TODA CRIANÇA TEM O DIREITO DE AMORM E COMPREENÇÃO DOS PAIS E DA SOCIEDADE.
7- TODA CRIANÇA TEM DIREITO A EDUCAÇÃO GRATUITA E AO LAZER.
8- TODA CRIANÇA TEM O DIREITO DE SER SOCORRIDA EM PRIMEIRO LUGAR EM CASO DE ACIDENTES E OU CATÁSTROFE.
9-TODA CRIANÇA TEM O DIREITO EM CRESCER EM AMBIENTE DE SOLIDARIEDADE ,COMPREENÇÃO ,AMIZADE E JUSTIÇA ENTRE OS POVOS.
Maconha pode tanto matar quanto salvar neurônios
O tetraidrocanabiol (THC), composto químico com propriedades psicoativas presente na maconha, tem a capacidade de matar neurônios em desenvolvimento. Mas seus efeitos não param por aí: a mesma substância pode salvar células neurais de adultos com a doença Alzheimer. É o que aponta um estudo recente feito pela neurofarmacologista Veronica Campbell da Faculdade Trinity, em Dublin. Ela e outros pesquisadores trataram ratos recém-nascidos e ratos jovens com o THC. Em ambos os casos os neurônios das cobaias morreram. Os mesmos efeitos, porém, não foram notados em neurônios retirados de animais adultos.
A maconha – assim como o tabaco e o ópio – causa fortes efeitos no cérebro, pois alguns de seus componentes apresentam semelhança química com substâncias que existem naturalmente no corpo humano, os endocanabinoides. Esses compostos são responsáveis por regular importantes funções cerebrais, controlando sinapses e circuitos neurais que processam o pensamento e a percepção. De acordo com alguns estudos, essas substâncias produzem efeitos no cérebro e também no sistema imune, como regulação do desenvolvimento e auxílio à sobrevivência de neurônios jovens, e ainda o controle da ligação neuronal em circuitos envolvidos nos processos cognitivos e de fixação de memórias. A pesquisadora suspeita que fumar maconha durante um período da vida em que os neurônios estão se desenvolvendo afeta sinais químicos críticos.
O massacre de neurônios jovens causado pelo THC pode explicar os prejuízos na aprendizagem notados em crianças filhas de mulheres que fumaram maconha durante a gravidez. Além disso, pesquisas com adolescentes que abusam da droga mostram danos cerebrais nos circuitos neurais em desenvolvimento. Em cérebros mais velhos, entretanto, o THC parece ter um efeito protetor. As descobertas da pesquisadora indicam que a bioquímica dos neurônios muda com o amadurecimento das células. O papel dos endocanabinoides se altera em diferentes funções e passa a ajudar a sobrevivência de neurônios mais velhos.
Em pacientes com a doença de Alzheimer, o THC pode proteger as células cerebrais contra a morte e reforçar os níveis perdidos do neurotransmissor acetilcolina que, quando reduzidos, contribuem para que a função mental de pacientes seja enfraquecida. A substância também suprime o efeito tóxico da proteína a-beta que, em casos de demência, pode matar neurônios e promover a secreção de um catalisador do crescimento neural, além de diminuir a liberação do glutamato (neurotransmissor excitatório) capaz de matar neurônios em casos de demência. O THC também possui ações antiinflamatórias e antioxidantes que protegem as células neurais do ataque do sistema imune.
Apesar de tantos benefícios a substância pode causar efeitos colaterais indesejados no cérebro. A maior dificuldade para os cientistas é a de isolar os ingredientes benéficos da maconha e desenvolver drogas que possam ser aplicadas em doses apropriadas e específicas para a idade de cada paciente. Veronica descobriu que os efeitos positivos do THC são vistos quando a concentração do composto é menor do que a encontrada na própria planta. “É uma questão de balancear baixas concentrações da substância com uma boa margem de segurança”, explica. Drogas sintéticas similares ao tetraidrocanabiol já estão disponíveis, como o Sativex, que contém THC e outros canabinoides e foi aprovada no Canadá para o tratamento de dores em esclerose múltipla e câncer.
A maconha é uma mistura complexa de compostos químicos com propriedades psicoativas e contém cerca de 60 canabinoides distintos. O desafio é tentar separar quais são importantes para proteger os neurônios, ecoando a visão de outros pesquisadores para esse fato. “Dependendo de como a planta é cultivada, a proporção relativa dos diferentes tipos de canabinoides se altera”, finaliza Veronica
A maconha – assim como o tabaco e o ópio – causa fortes efeitos no cérebro, pois alguns de seus componentes apresentam semelhança química com substâncias que existem naturalmente no corpo humano, os endocanabinoides. Esses compostos são responsáveis por regular importantes funções cerebrais, controlando sinapses e circuitos neurais que processam o pensamento e a percepção. De acordo com alguns estudos, essas substâncias produzem efeitos no cérebro e também no sistema imune, como regulação do desenvolvimento e auxílio à sobrevivência de neurônios jovens, e ainda o controle da ligação neuronal em circuitos envolvidos nos processos cognitivos e de fixação de memórias. A pesquisadora suspeita que fumar maconha durante um período da vida em que os neurônios estão se desenvolvendo afeta sinais químicos críticos.
O massacre de neurônios jovens causado pelo THC pode explicar os prejuízos na aprendizagem notados em crianças filhas de mulheres que fumaram maconha durante a gravidez. Além disso, pesquisas com adolescentes que abusam da droga mostram danos cerebrais nos circuitos neurais em desenvolvimento. Em cérebros mais velhos, entretanto, o THC parece ter um efeito protetor. As descobertas da pesquisadora indicam que a bioquímica dos neurônios muda com o amadurecimento das células. O papel dos endocanabinoides se altera em diferentes funções e passa a ajudar a sobrevivência de neurônios mais velhos.
Em pacientes com a doença de Alzheimer, o THC pode proteger as células cerebrais contra a morte e reforçar os níveis perdidos do neurotransmissor acetilcolina que, quando reduzidos, contribuem para que a função mental de pacientes seja enfraquecida. A substância também suprime o efeito tóxico da proteína a-beta que, em casos de demência, pode matar neurônios e promover a secreção de um catalisador do crescimento neural, além de diminuir a liberação do glutamato (neurotransmissor excitatório) capaz de matar neurônios em casos de demência. O THC também possui ações antiinflamatórias e antioxidantes que protegem as células neurais do ataque do sistema imune.
Apesar de tantos benefícios a substância pode causar efeitos colaterais indesejados no cérebro. A maior dificuldade para os cientistas é a de isolar os ingredientes benéficos da maconha e desenvolver drogas que possam ser aplicadas em doses apropriadas e específicas para a idade de cada paciente. Veronica descobriu que os efeitos positivos do THC são vistos quando a concentração do composto é menor do que a encontrada na própria planta. “É uma questão de balancear baixas concentrações da substância com uma boa margem de segurança”, explica. Drogas sintéticas similares ao tetraidrocanabiol já estão disponíveis, como o Sativex, que contém THC e outros canabinoides e foi aprovada no Canadá para o tratamento de dores em esclerose múltipla e câncer.
A maconha é uma mistura complexa de compostos químicos com propriedades psicoativas e contém cerca de 60 canabinoides distintos. O desafio é tentar separar quais são importantes para proteger os neurônios, ecoando a visão de outros pesquisadores para esse fato. “Dependendo de como a planta é cultivada, a proporção relativa dos diferentes tipos de canabinoides se altera”, finaliza Veronica
As artes de Arthur Bispo do Rosário
Arthur Bispo do Rosário perambulou numa delicada região entre a realidade e o delírio, a vida e a arte. No refúgio de sua cela no Hospital Nacional dos Alienados, na Praia Vermelha, o paciente psiquiátrico produziu mais de mil obras consagradas no mercado internacional de arte contemporânea. Criou um universo lúdico de bordados, assemblages, estandartes e objetos durante os mais obscuros períodos da psiquiatria – época dos eletrochoques, lobotomias e tratamentos violentos aplicados para o controle de crises. Sem se dar conta, Bispo não só driblou os mecanismos de poder no manicômio como utilizou sobras de materiais dispensados no hospital para criar suas obras, inventando um mundo paralelo, feito para Deus.
Dizia-se um escolhido do todo-poderoso, encarregado de reproduzir o mundo em miniaturas. Eram suas “representações”, afirmava. Paradoxalmente, as obras, que deveriam representar tudo o que havia na Terra acabariam reconhecidas como peças de vanguarda, incluídas por críticos em importantes movimentos artísticos. Sua arte genial chegou a representar o Brasil na prestigiada Bienal de Veneza, além de correr museus pelo mundo, a exemplo do Jeu de Paume, em Paris. Curiosamente, em vida, Bispo recusava o rótulo de “artista”, dado o caráter divino de sua tarefa. Mas a potência de sua obra ignora limites e até hoje atravessa fronteiras, transgredindo convenções e levando espectadores de todo o mundo ao encantamento.
A história da “loucura” de Bispo remonta à noite de 22 de dezembro de 1938, quando, aos 29 anos, conduzido por um imaginário exército de anjos, andou pelas ruas do Rio com um destino certo: ia se “apresentar” na igreja da Candelária, no centro. Peregrinou pelas várias igrejas enfileiradas na rua Primeiro de Março e terminou no Mosteiro de São Bento, onde anunciou a uma confraria de padres que era um enviado, incumbido de “julgar os vivos e os mortos”. Detalhes dessa narrativa, meio real meio ficcional, constam de um estandarte bordado por Bispo, uma das belas peças de sua vasta obra, que mistura autobiografia e autoficção. É nesse estandarte que Bispo registra a frase-síntese de sua vida e obra Eu preciso destas palavras – Escrita. A palavra tinha para ele status extraordinário, por isso seus bordados estão repletos de nomes de pessoas, trechos poéticos, mensagens.
O dia 24 de dezembro de 1938 foi um divisor de águas psíquico para Bispo. Era Natal, ele se convertia na figura de Jesus Cristo, mas acabaria sob o domínio da psiquiatria. Interditado pela polícia dois dias após a sua “anunciação”, foi enviado ao Hospital Nacional dos Alienados, na Praia Vermelha, onde rótulos não tardariam a marcar sua ficha: negro, sem documentos, indigente.
Dizia-se um escolhido do todo-poderoso, encarregado de reproduzir o mundo em miniaturas. Eram suas “representações”, afirmava. Paradoxalmente, as obras, que deveriam representar tudo o que havia na Terra acabariam reconhecidas como peças de vanguarda, incluídas por críticos em importantes movimentos artísticos. Sua arte genial chegou a representar o Brasil na prestigiada Bienal de Veneza, além de correr museus pelo mundo, a exemplo do Jeu de Paume, em Paris. Curiosamente, em vida, Bispo recusava o rótulo de “artista”, dado o caráter divino de sua tarefa. Mas a potência de sua obra ignora limites e até hoje atravessa fronteiras, transgredindo convenções e levando espectadores de todo o mundo ao encantamento.
A história da “loucura” de Bispo remonta à noite de 22 de dezembro de 1938, quando, aos 29 anos, conduzido por um imaginário exército de anjos, andou pelas ruas do Rio com um destino certo: ia se “apresentar” na igreja da Candelária, no centro. Peregrinou pelas várias igrejas enfileiradas na rua Primeiro de Março e terminou no Mosteiro de São Bento, onde anunciou a uma confraria de padres que era um enviado, incumbido de “julgar os vivos e os mortos”. Detalhes dessa narrativa, meio real meio ficcional, constam de um estandarte bordado por Bispo, uma das belas peças de sua vasta obra, que mistura autobiografia e autoficção. É nesse estandarte que Bispo registra a frase-síntese de sua vida e obra Eu preciso destas palavras – Escrita. A palavra tinha para ele status extraordinário, por isso seus bordados estão repletos de nomes de pessoas, trechos poéticos, mensagens.
O dia 24 de dezembro de 1938 foi um divisor de águas psíquico para Bispo. Era Natal, ele se convertia na figura de Jesus Cristo, mas acabaria sob o domínio da psiquiatria. Interditado pela polícia dois dias após a sua “anunciação”, foi enviado ao Hospital Nacional dos Alienados, na Praia Vermelha, onde rótulos não tardariam a marcar sua ficha: negro, sem documentos, indigente.
Alucinógenos ajudam a controlar distúrbios
Desde a antiguidade movimentar o corpo ajuda as pessoas a pensar, tomar decisões e expressar indignação; na literatura artistas e apaixonados são andarilhos .
Psilocibina, substância retirada de cogumelos, traz bons resultados em tratamentos para reduzir ansiedade e ataques de enxaqueca; pesquisadores investigam agora a capacidade do componente de aliviar sintomas característicos do transtorno obsessivo-compulsivo.
Flashback:um homem de meia-idade entra em uma sala com móveis confortáveis, senta-se em um sofá e recebe um comprimido. Depois de ingerir a pílula, um médico coloca uma venda sobre seus olhos, fones em seus ouvidos e o convida a deitar-se. Ele começa a ouvir uma suave música clássica e, durante as oito horas seguintes, o homem que se autodefine religioso embarca em uma jornada interna, desencadeada pela droga psilocibina, o ingrediente ativo dos cogumelos alucinógenos.
O experimento faz parte de uma pesquisa com 36 participantes destinada a explorar os efeitos farmacológicos e psicológicos da psilocibina, comparando-os aos de um controle ativo, o cloridrato de metilfenidato (conhecido como ritalina). Vinte e duas pessoas afirmaram ter tido experiências místicas com a psilocibina e 24 as consideraram as mais significativas de sua vida, equivalentes ao nascimento do primeiro filho ou à morte de um dos pais. Durante a fase de acompanhamento, “eles continuaram a relatar mudanças positivas na atitude e no comportamento”, disse o coordenador dos estudos Roland Griffiths, da Universidade Johns Hopkins. “Para eles a experiência continuou a ser significativa tanto no aspecto pessoal quanto no espiritual.”
Além de Griffiths, outros pesquisadores têm se dedicado a investigar os efeitos psicológicos e fisiológicos de componentes psicodélicos que mimetizam o neurotransmissor serotonina. Charles Grob, do Centro Médico Harbor-Ucla (Universidade da Califórnia em Los Angeles), por exemplo, analisa os efeitos da psilocibina na redução da ansiedade em pacientes terminais de câncer. Francisco Moreno, da Universidade do Arizona, pesquisa sua capacidade de aliviar os sintomas que caracterizam o distúrbio obsessivo-compulsivo e, em estudos com outros alucinógenos, tais como o MDMA, mais conhecido como ecstasy, começou a explorar seus possíveis benefícios.
Os estudos com essas drogas ressurgiram em 1990, quando o Food and Drug Administration (FDA), órgão americano que regula o uso de alimentos e medicamentos, encerrou uma moratória de duas décadas, autorizando pesquisas sobre os efeitos em seres humanos do DMT (dimetiltriptamina), poderoso alucinógeno de ação rápida e duração curta do efeito, anos depois de instituições respeitáveis terem abrigado pesquisas questionáveis. Timothy Leary, por exemplo, ganhou popularidade internacional em razão de suas experiências com LSD feitas enquanto era professor da Universidade Harvard. Por isso, há quem tema a repetição desses fatos. Outro caso é o do ecstasy, que se tornou popular depois que certos psiquiatras o utilizaram em um contexto terapêutico incomum.
Como consequência, obter verbas para essas pesquisas continua um enorme desafio. Embora o Instituto Nacional Contra o Abuso de Drogas (Nida) tenha financiado o estudo com a psilocibina, a instituição não está interessada nos potenciais usos terapêuticos. “Estamos abertos ao estudo de todas as classes de drogas ilícitas que viciam”, declara o pesquisador David Shurtleff, diretor da Divisão de Pesquisas Básicas de Neurociência Comportamental do Nida. “Mas estamos longe de pensar em tratamentos com esses compostos. Ainda há muitas questões sobre como eles interagem com o indivíduo.”
Psilocibina, substância retirada de cogumelos, traz bons resultados em tratamentos para reduzir ansiedade e ataques de enxaqueca; pesquisadores investigam agora a capacidade do componente de aliviar sintomas característicos do transtorno obsessivo-compulsivo.
Flashback:um homem de meia-idade entra em uma sala com móveis confortáveis, senta-se em um sofá e recebe um comprimido. Depois de ingerir a pílula, um médico coloca uma venda sobre seus olhos, fones em seus ouvidos e o convida a deitar-se. Ele começa a ouvir uma suave música clássica e, durante as oito horas seguintes, o homem que se autodefine religioso embarca em uma jornada interna, desencadeada pela droga psilocibina, o ingrediente ativo dos cogumelos alucinógenos.
O experimento faz parte de uma pesquisa com 36 participantes destinada a explorar os efeitos farmacológicos e psicológicos da psilocibina, comparando-os aos de um controle ativo, o cloridrato de metilfenidato (conhecido como ritalina). Vinte e duas pessoas afirmaram ter tido experiências místicas com a psilocibina e 24 as consideraram as mais significativas de sua vida, equivalentes ao nascimento do primeiro filho ou à morte de um dos pais. Durante a fase de acompanhamento, “eles continuaram a relatar mudanças positivas na atitude e no comportamento”, disse o coordenador dos estudos Roland Griffiths, da Universidade Johns Hopkins. “Para eles a experiência continuou a ser significativa tanto no aspecto pessoal quanto no espiritual.”
Além de Griffiths, outros pesquisadores têm se dedicado a investigar os efeitos psicológicos e fisiológicos de componentes psicodélicos que mimetizam o neurotransmissor serotonina. Charles Grob, do Centro Médico Harbor-Ucla (Universidade da Califórnia em Los Angeles), por exemplo, analisa os efeitos da psilocibina na redução da ansiedade em pacientes terminais de câncer. Francisco Moreno, da Universidade do Arizona, pesquisa sua capacidade de aliviar os sintomas que caracterizam o distúrbio obsessivo-compulsivo e, em estudos com outros alucinógenos, tais como o MDMA, mais conhecido como ecstasy, começou a explorar seus possíveis benefícios.
Os estudos com essas drogas ressurgiram em 1990, quando o Food and Drug Administration (FDA), órgão americano que regula o uso de alimentos e medicamentos, encerrou uma moratória de duas décadas, autorizando pesquisas sobre os efeitos em seres humanos do DMT (dimetiltriptamina), poderoso alucinógeno de ação rápida e duração curta do efeito, anos depois de instituições respeitáveis terem abrigado pesquisas questionáveis. Timothy Leary, por exemplo, ganhou popularidade internacional em razão de suas experiências com LSD feitas enquanto era professor da Universidade Harvard. Por isso, há quem tema a repetição desses fatos. Outro caso é o do ecstasy, que se tornou popular depois que certos psiquiatras o utilizaram em um contexto terapêutico incomum.
Como consequência, obter verbas para essas pesquisas continua um enorme desafio. Embora o Instituto Nacional Contra o Abuso de Drogas (Nida) tenha financiado o estudo com a psilocibina, a instituição não está interessada nos potenciais usos terapêuticos. “Estamos abertos ao estudo de todas as classes de drogas ilícitas que viciam”, declara o pesquisador David Shurtleff, diretor da Divisão de Pesquisas Básicas de Neurociência Comportamental do Nida. “Mas estamos longe de pensar em tratamentos com esses compostos. Ainda há muitas questões sobre como eles interagem com o indivíduo.”
A arte de caminhar
Desde a antiguidade movimentar o corpo ajuda as pessoas a pensar, tomar decisões e expressar indignação; na literatura artistas e apaixonados são andarilhos ...
A consciência da necessidade de praticar exercícios físicos é recente. “No começo, era o pé”, diz o antropólogo Marvin Harris. O pé, não a mão. A mão nos fez humanos – mas antes de sermos humanos somos parte do reino animal, e o nosso corpo precisa atender às necessidades que os animais enfrentam, entre elas a do deslocamento. O ser humano evoluiu, tornou-se bípede, mas continuou caminhando. E passou a usar a caminhada para outros fins que não o de chegar a um lugar específico: o de buscar determinada coisa. Praticar exercícios físicos é algo relativamente recente, mesmo porque, no passado, o sedentarismo era a exceção antes que a regra; caçadores, agricultores, trabalhadores em geral jamais pensariam nisso. Mas muito cedo o ato de caminhar adquiriu um significado psicológico, simbólico. O protesto político muitas vezes se fez, e ainda se faz, sob a forma de marchas, de caminhadas; foi o caso da Marcha dos 100 Mil (1968), um dos primeiros protestos organizados contra a ditadura no Brasil. Os filósofos gregos muitas vezes ensinavam a seus discípulos caminhando. “Levanta-te, toma teu leito e anda”, diz o Evangelho (João, 5:8), ou seja, vá em busca de seu destino, de seus objetivos. E Santo Agostinho cunhou uma expressão famosa: Solvitur ambulando, caminhar resolve (os problemas, as dúvidas). Por quê?
No livro Wanderlust: a history of walking (A ânsia de vagar: uma história da caminhada), de 2000, Rebecca Solnit diz que andar permite “conhecer o mundo através do corpo”, ou, nas palavras do poeta modernista Wallace Stevens (1879-1955): “Eu sou o mundo no qual caminho”. Trata-se, pois, de uma experiência cognitiva, muito necessária nesses tempos em que as pessoas se deslocam sobretudo utilizando carros, trens, aviões. Mas caminhar também envolve um processo de autoconhecimento, quando não de inspiração. “Os grandes pensamentos resultam da caminhada”, diz o filósofo Friedrich Nietzsche (1844-1900), uma ideia que Raymond Inmon expressa de forma mais poética: “Os anjos sussurram para aqueles que caminham”. O escritor francês Anatole France (1844-1924) faz uma comparação interessante: “ É bom colecionar coisas, diz ele, mas é melhor caminhar. Porque caminhar também é uma forma de colecionar coisas: as coisas que a gente vê, as coisas que a gente pensa”. Esse processo é facilitado pela renovação da paisagem, seja ela rural ou urbana, e pelo próprio automatismo do ato de caminhar.
Não é de admirar, portanto, que muitos escritores tenham abordado o tema da caminhada. Foi o caso do filósofo Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), figura marcante do Iluminismo francês e precursor do romantismo – os românticos, sobretudo os alemães, eram grandes andarilhos. Em suas Confissões, disse Rousseau: “Só consigo meditar quando caminho. Minha mente só trabalha junto com minhas pernas”. À obra (publicada postumamente) que resume muito de sua biografia e de sua filosofia, Rousseau deu o título de Os devaneios do caminhante solitário (Lês rêveries du promeneur solitaire). Os dez capítulos são denominados promenades (caminhadas). Finalmente, temos um termo analisado tanto pelo poeta francês Charles Baudelaire (1821-1867) como pelo escritor alemão Walter Benjamin (1892-1940). Trata-se de flâneur, que vem do verbo flâner, vagar (em português temos o galicismo flanar). O flâneur, do qual Benjamin era um exemplo, vagava por Paris, observando o que se passava a seu redor, num claro desafio à moral burguesa então vigente, que via isso como vagabundagem. Uma vagabundagem da qual resultaram, contudo, textos admiráveis. Caminhar, como diz o escritor americano contemporâneo Gary Snyder, é a grande aventura.
A consciência da necessidade de praticar exercícios físicos é recente. “No começo, era o pé”, diz o antropólogo Marvin Harris. O pé, não a mão. A mão nos fez humanos – mas antes de sermos humanos somos parte do reino animal, e o nosso corpo precisa atender às necessidades que os animais enfrentam, entre elas a do deslocamento. O ser humano evoluiu, tornou-se bípede, mas continuou caminhando. E passou a usar a caminhada para outros fins que não o de chegar a um lugar específico: o de buscar determinada coisa. Praticar exercícios físicos é algo relativamente recente, mesmo porque, no passado, o sedentarismo era a exceção antes que a regra; caçadores, agricultores, trabalhadores em geral jamais pensariam nisso. Mas muito cedo o ato de caminhar adquiriu um significado psicológico, simbólico. O protesto político muitas vezes se fez, e ainda se faz, sob a forma de marchas, de caminhadas; foi o caso da Marcha dos 100 Mil (1968), um dos primeiros protestos organizados contra a ditadura no Brasil. Os filósofos gregos muitas vezes ensinavam a seus discípulos caminhando. “Levanta-te, toma teu leito e anda”, diz o Evangelho (João, 5:8), ou seja, vá em busca de seu destino, de seus objetivos. E Santo Agostinho cunhou uma expressão famosa: Solvitur ambulando, caminhar resolve (os problemas, as dúvidas). Por quê?
No livro Wanderlust: a history of walking (A ânsia de vagar: uma história da caminhada), de 2000, Rebecca Solnit diz que andar permite “conhecer o mundo através do corpo”, ou, nas palavras do poeta modernista Wallace Stevens (1879-1955): “Eu sou o mundo no qual caminho”. Trata-se, pois, de uma experiência cognitiva, muito necessária nesses tempos em que as pessoas se deslocam sobretudo utilizando carros, trens, aviões. Mas caminhar também envolve um processo de autoconhecimento, quando não de inspiração. “Os grandes pensamentos resultam da caminhada”, diz o filósofo Friedrich Nietzsche (1844-1900), uma ideia que Raymond Inmon expressa de forma mais poética: “Os anjos sussurram para aqueles que caminham”. O escritor francês Anatole France (1844-1924) faz uma comparação interessante: “ É bom colecionar coisas, diz ele, mas é melhor caminhar. Porque caminhar também é uma forma de colecionar coisas: as coisas que a gente vê, as coisas que a gente pensa”. Esse processo é facilitado pela renovação da paisagem, seja ela rural ou urbana, e pelo próprio automatismo do ato de caminhar.
Não é de admirar, portanto, que muitos escritores tenham abordado o tema da caminhada. Foi o caso do filósofo Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), figura marcante do Iluminismo francês e precursor do romantismo – os românticos, sobretudo os alemães, eram grandes andarilhos. Em suas Confissões, disse Rousseau: “Só consigo meditar quando caminho. Minha mente só trabalha junto com minhas pernas”. À obra (publicada postumamente) que resume muito de sua biografia e de sua filosofia, Rousseau deu o título de Os devaneios do caminhante solitário (Lês rêveries du promeneur solitaire). Os dez capítulos são denominados promenades (caminhadas). Finalmente, temos um termo analisado tanto pelo poeta francês Charles Baudelaire (1821-1867) como pelo escritor alemão Walter Benjamin (1892-1940). Trata-se de flâneur, que vem do verbo flâner, vagar (em português temos o galicismo flanar). O flâneur, do qual Benjamin era um exemplo, vagava por Paris, observando o que se passava a seu redor, num claro desafio à moral burguesa então vigente, que via isso como vagabundagem. Uma vagabundagem da qual resultaram, contudo, textos admiráveis. Caminhar, como diz o escritor americano contemporâneo Gary Snyder, é a grande aventura.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Os nomes mais horriveis para filhos
Acredite se quiser! Essa é uma pequena parte da lista de nomes estranhos oficiais, de nomes de brasileiros em todo país, registrados em Cartório:
Alce Barbuda
Amazonas Rio do Brasil Pimpão
Amin Amou Amado
Antônio Veado Prematuro
Aricléia Café Chá
Arquiteclínio Petrocoquínio de Andrade
Ava Gina (em homenagem a Ava Gardner e Gina Lolobrigida)
Bananéia Oliveira de Deus
Barrigudinha Seleida
Bende Sande Branquinho Maracajá
Baruel de Itaparica Boré Fomi de Tucunduvá
Bom Filho Persegonha
Belderagas Piruégas de Alfim Cerqueira Borges Cabral
Bucetildes (chamada, pelos familiares, de Dona Tide)
Cafiaspirina Cruz
Carabino Tiro Certo
Chananeco Vargas da Silva
Chevrolet da Silva Ford
Colapso Cardíaco da Silva
Comigo é Nove na Garrucha Trouxada
Crisoprasso Compasso
Deus Magda Silva
Deus É Infinitamente Misericordioso
Dezêncio Feverêncio de Oitenta e Cinco
Dignatario da Ordem Imperial do Cruzeiro
Esdras Esdron Eustaquio Obirapitanga
Esparadrapo Clemente de Sá
Espere em Deus Mateus
Éter Sulfúrico Amazonino Rios (socorro...)
Faraó do Egito Sousa
Finólila Piaubilina
Himineu Casamenticio das Dores Conjugais
Holofontina Fufucas
Ilegível Inilegível
Inocêncio Coitadinho
Janeiro Fevereiro de Março Abril
Joaquim Pinto Molhadinho
José Amâncio e Seus Trinta e Nove
José Casou de Calças Curtas
José Catarrinho
José Xixi
Jovelina Ó Rosa Cheirosa
Jotacá Dois Mil e Um Juana Mula
Letsgo Daqui (let's go)
Lindulfo Celidonio Calafange de Tefé
Lynildes Carapunfada Dores Fígado
Magnésia Bisurada do Patrocínio
Manganês Manganésfero Nacional
Manolo Porras y Porras
Manoel Sovaco de Gambar
Marciano Verdinho das Antenas Longas
Maria da Segunda Distração
Maria Panela
Maria Passa Cantando
Maria Privada de Jesus
Maria Tributina Prostituta Cataerva
Maria-você-me-mata
Mijardina Pinto
Naida Navinda Navolta Pereira
Natal Carnaval
Natanael Gosmoguete de Souza
Necrotério Pereira da Silva
Novelo Fedelo
Olinda Barba de Jesus
Otávio Bundasseca
Padre Filho do Espírito Santo Amém
Pália Pélia Pólia Púlia dos Guimarães Peixoto
Paranahyba Pirapitinga Santana
Penha Pedrinha Bonitinha da Silva
Percilina Pretextata
Peta Perpétua de Ceceta
Placenta Maricórnia da Letra Pi
Plácido e Seus Companheiros
Produto do Amor Conjugal de Marichá e Maribel
Radigunda Cercená Vicensi
Remédio Amargo
Restos Mortais de Catarina
Rocambole Simionato
Rolando Caio da Rocha
Rolando Escadabaixo
Rômulo Reme Remido Rodó
Safira Azul Esverdeada
Sansão Vagina
Sete Chagas de Jesus e Salve Pátria
Simplício Simplório da Simplicidade Simples
Soraiadite das Duas a Primeira
Tropicão de Almeida
Última Delícia do Casal Carvalho
Um Dois Três de Oliveira Quatro
Vicente Mais ou Menos de Souza
Vitor Hugo Tocagaita
Vivelinda Cabrita
Zélia Tocafundo Pintorícola da Terra Fonseca
terça-feira, 13 de julho de 2010
sexta-feira, 21 de maio de 2010
se ame mais
Você precisa começar a se amar ou pelo menos tentar um pouquinho porque ninguém absolutamente ninguém pode fazer isso por você.” E não mo...
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Arthur Bispo do Rosário perambulou numa delicada região entre a realidade e o delírio, a vida e a arte. No refúgio de sua cela no Hospital N...
